terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Jobson é suspenso por dois anos


Um dos heróis da permanência do Botafogo na Série A, o atacante Jobson, foi suspenso por dois anos por uso de cocaína - ele foi flagrado no exame antidoping nos dias 8 de novembro e 6 de dezembro, apesar de, em seu depoimento, afirmar que se confundiu e, na verdade, fumara crack. O julgamento foi realizado pela Segunda Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), na noite desta terça-feira, com base no código da Agência Mundial de Antidopagem. Com informações do site Justiça Desportiva.

Julgado em dois processos, Jobson acabou contando com a condescendência dos auditores, que não viram no atleta um caso perdido, mas sim um jovem de talento que precisa de ajuda. Marcelo Tavares votou na suspensão por dois anos, considerando apenas um caso. Ele foi acompanhado pelo auditor José Peres. Já os auditores Otacílio Gonçalves e Francisco Peçanha optaram pela pena de um ano. Com o empate, o presidente da sessão, Paulo Valed, decidiu suspender o jogador por dois anos, encerrando a possibilidade de o jogador se banido em definitivo do esporte.

Apesar do alívio geral, uma vez que Jobson poderá voltar a jogar futebol, o advogado do jogador, Carlos Portinho, não se mostrou satisfeito com o resultado. Segundo ele, o caso deveria ter sido encarado com mais carinho por se tratar de uma pessoa que precisa de ajuda.

- Não posso me conformar com uma pena de dois anos. Tratamos de um doping social, que gera um sério problema de saúde. O futebol tem de se preocupar com isso e com a recuperação do jogador. É preciso refletir muito sobre o assunto, pois esse tipo de situação não melhora o desempenho de ninguém.

Convocado a depor, Jobson, cujos direitos econômicos pertencem ao Brasiliense, alegou ter se enganado ao reconhecer que usou cocaína. Segundo ele, a droga usada foi crack (droga feita a partir da mistura de cocaína com bicarbonato de sódio), sendo que não lembra da última vez. Ainda assim, assumiu que fumou várias vezes desde 2008, quando atuava pelo Brasiliense, e que não sabia que no crack há uma mesma substância encontrada na cocaína.


- Eu fumei crack, e não foi a primeira vez. Eu uso desde aquela época, mas nunca nunca caí no doping - disse o jogador, garantindo ainda não poder afirmar se é viciado, pois usou a droga eventualmente. - Utilizei mais de uma vez, por isso não posso dizer se sou ou não.
Fonte: G1

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Confira a análise dos reforços feita por Leandro Guerreiro

Antônio Carlos – Está conosco há pouco tempo, mas é um zagueiro rápido, o que muito difícil de encontrar no mercado. Além disso, tem bom cabeceio e passe de qualidade.

Fábio Ferreira – Zagueiro de boa estatura, que é bom no cabeceio. Tenho marcação firme e excelente recuperação.

Edson – Além de força e bom cabeceio, também é veloz. É aquele zagueiro xerifão, que chega firme e impõe respeito lá atrás. Também foi uma excelente contratação.

Marcelo Cordeiro – É um jogador de muita habilidade pelo lado esquerdo.

Experiente por passagem por grandes clubes como o Internacional, é mais uma importante opção do meio para a frente. Também será fundamental nos lançamentos até a área para os nossos atacantes.

Somália – Voluntarioso, corre os 90 minutos e se entrega totalmente. É parecido comigo, pois veste e sua a camiseta, batalha e dá carrinho. Mas diferentemente de mim, tem mais a característica de chegar ao ataque e concluir a gol. Será uma boa arma para o Botafogo.

Diguinho – É um meia-atacante rápido na frente. Chuta a gol bem e tem habilidade, além de um drible fácil. Vai nos dar alegrias.

Renato – Tem a experiência de ter atuado em grandes clubes, além de extrema habilidade. Vai para cima e chuta a gol.

Herrera – É aquele argentino mesmo, brigador. Quando jogávamos contra, era chato marcá-lo, pois não desiste nunca de um lance. Precisávamos de um atacante assim.

Loco Abreu – Parecido com o Herrera, com a característica de lutar e bater de frente com os zagueiros adversários. Tem muita presença na área e estará ali para colocar a bola para dentro do gol. Será muito importante para o Botafogo.

Loco Abreu é esperado em Saquarema nesta terça


Atacante, que voltou de viagem do Uruguai, deve seguir para pré-temporada do Botafogo no início da tarde.

Contratação mais badalada do futebol carioca em 2010, Sebastián “El Loco” Abreu fará seu primeiro treinamento com o elenco do Botafogo desde que o grupo deixou o Rio de Janeiro. Depois de passar os últimos cinco dias no Uruguai para iniciar seu processo de documentação para conseguir o visto de trabalho, o atacante tem viagem marcada para a cidade de Saquarema às 12h desta terça-feira, sendo esperado para o treino que começa às 17h, na Arena Guanabara, em Araruama. Mas o trabalho do artilheiro já recomeçou.

Loco Abreu chegou ao Rio de Janeiro por volta das 14h30m desta segunda e realizou um treino físico em General Severiano. O atacante passará a noite no CT alvinegro, e na manhã de terça dará continuidade aos trâmites burocráticos. Em seguida, tem viagem marcada para Saquarema, provavelmente ao lado do recém-contratado Fábio Ferreira e do meia Renato, que precisou viajar para São Paulo por causa de um problema familiar.

Caso não haja possibilidade de resolver a documentação na parte da manhã, Abreu deve viajar para Saquarema à noite, iniciando somente na quarta-feira os trabalhos com o restante do grupo. No entanto, o mais provável é que a programação inicial seja cumprida.

Caso seja regularizado até esta quarta-feira, Loco Abreu ganhará condições de enfrentar o Macaé, sábado, na primeira rodada do Campeonato Carioca. Mas como não participou da maior parte das sessões de treino da pré-temporada, sua estreia deverá ser no dia 21 de janeiro, contra o Friburguense, no Engenhão.

Fonte: G1

Botafogo é recebido com festa e foguetório para treino em Araruama


Torcida fica na expectativa por Loco Abreu, que viajou para a Região dos Lagos separadamente do grupo alvinegro.

A torcida recebeu o Botafogo de forma calorosa antes do treino da tarde desta terça-feira, em Araruama (RJ). Quase cem pessoas aguardaram os jogadores na porta da Arena Guanabara para gritar, um a um, o nome dos jogadores que deixavam o ônibus em direção ao local do treinamento.

Proposta tipifica crime de atentado contra repartição pública


A Câmara analisa o Projeto de Lei 6041/09, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que tipifica como crime o atentado contra repartição pública, com pena estipulada de quatro a seis anos de reclusão. O texto estabelece que, se resultar morte do atentado, o crime será considerado como hediondo e a pena aumentada para doze a trinta anos de reclusão.

Segundo o autor, a "escalada da violência" contra prédios e servidores da administração pública, como tribunais de Justiça, delegacias de polícia e sedes do Ministério Público, justifica o projeto.

"Não raramente, cadeias e presídios são metralhadas e sofrem atentados com explosivos; facínoras na guerra do tráfico escapam de prisões consideradas de segurança máxima e atentam contra a sociedade, e de quase todos esses atos resultam homicídios de pessoas inocentes, muitas das quais crianças, apesar da proteção constitucional que o Estado tem o dever de garantir", diz Carlos Bezerra.

Refém
Para o deputado, o País "tornou-se refém dos criminosos e o cidadão esconde-se, amedrontado, ameaçado, diminuído pela ação que contra ele cresce e domina, a cada dia, porção maior do território, a ponto de fazê-lo retirar os seus filhos das escolas ou, triste alternativa, lamentar os resultados das balas perdidas”. Segundo ele, essa situação “é o roubo da cidadania".

O projeto, prevê o deputado, vai punir adequadamente os atentados contra as repartições públicas, principalmente os tribunais, as sedes de promotorias de Justiça, delegacias de polícia, presídios, penitenciárias, casas de detenção e outras instituições por onde tramitam processos judiciais ou onde estejam os réus desses processos.

Projeto aumenta prazo para desincompatibilização de cargos públicos


O Projeto de Lei Complementar 511/09, do deputado Lincoln Portela (PR-MG), fixa em 12 meses o prazo para afastamento e desincompatibilização de ministros, secretários de estado e de município, além de pessoas com cargos de confiança que forem se candidatar a cargo eletivo.

A proposta altera a Lei de Inelegibilidades, LC 64/90, que fixa prazo de afastamento de três a seis meses. “Prazo tão curto não vem atendendo ao objetivo do legislador de evitar a interferência indevida de agentes públicos nas campanhas eleitorais e nos resultados das eleições”, argumenta o autor.

O deputado afirma que a proposta está em harmonia com o princípio constitucional da proteção da normalidade e legitimidade das eleições contra o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.

Eleições de 2010 e Museu da Corrupção

O Jornal paulistano Diário do Comércio inaugurou no inicio do ano passado o Museu da Corrupção Online, espaço importante num momento de expansão no uso da internet e, principalmente, para pesquisa em tempos de ano eleitoral. Mas o Muco, como é conhecido pela extensão do seu endereço na internet, tem um desafio: tornar-se um espaço o mais imparcial possível, afinal, ser neutro diante de todos os escândalos políticos, desse ou daquele partido, e não sucumbir diante das pressões do poder é tarefa árdua.

O Museu foi criado a partir de um desenho básico inspirado no Museu do Louvre, em Paris, pelo arquiteto mineiro Rodrigo de Araújo Moreira e da ajuda de alunos de arquitetura. O auditório e a fachada ganharam jogo de sombras e transparências para dar destaque aos dois lados da corrupção. O conteúdo foi preenchido pelo trabalho de pesquisa da jornalista Kássia Caldeira.

No site, depois da introdução em flash, a visita é iniciada pelo saguão principal onde é possível visualizar os "atrativos" do Museu. Daí pra frente é só entrar nas salas dos horrores. Em cada uma delas uma figurinha carimbada do cenário nacional e amostras dos "deslizes profissionais" de que foram acusados - alguns provados.

Há tanta coisa por debaixo do tapete que o Muco recebeu um "puxadinho" na lateral. Lá você pode conferir, por exemplo, a Linha do Tempo, um espaço de exibição e reflexão sobre os escândalos que marcaram a história do País. Começa em 1960. O pessoal da corte, ditadores, republicanos e outros patrões do País, por enquanto, ficaram de fora. Pelo visto não há museu virtual que comporte tamanho "deslize profissional".

O tour pelo Museu termina na lojinha da "instituição", onde o visitante encontrará lembranças como camisetas, algemas, aparelhos de escuta, malas pretas e até propinas virtuais.

Fonte: site http://jornalistamasini.wordpress.com

Três governadores entraram 2010 com o mandato em jogo no TSE

Três dos 27 governadores do País entraram no último ano de sua administração com o mandato em jogo no Tribunal Superior Eleitoral. Ivo Cassol, de Rondônia, Marcelo Déda, de Sergipe, e Carlos Henrique Gaguim, de Tocantins, serão julgados pelos ministros eleitorais a partir de 1° de fevereiro, quando o TSE retoma o trabalho.

O caso de Ivo Cassol volta à pauta de julgamentos já nas primeiras sessões. Por enquanto, o placar está empatado com um voto a favor da cassação, do ministro Arnaldo Versiani, e um voto contra, do presidente do tribunal, Carlos Britto. O ministro Ricardo Lewandowski pediu mais tempo para analisar o caso no fim de novembro e interrompeu o julgamento, mas recolocará o processo na pauta do TSE já em fevereiro.

Ivo Cassol é acusado de compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2006. Segundo o Ministério Público, testemunhas afirmam que partidários do governador procuraram funcionários de uma empresa de vigilância que prestava serviços para o governo e ofereceram R$ 100 em troca do voto. Ainda segundo a acusação, a quebra de sigilo de funcionários da empresa de vigilância mostrou que centenas de depósitos de R$ 100 foram feitos em agências do Banco do Brasil uma semana antes das eleições.

O processo contra o governador sergipano Marcelo Déda deve ser julgado em seguida. A Procuradoria Eleitoral sustenta que quando era prefeito de Aracajú, Déda, então candidato ao governo, montou “um esquema de promoção pessoal com nítido objetivo eleitoral, configurando abuso de poder político, ou de autoridade, e econômico”.

Já Carlos Henrique Gaguim, de Tocantins, é alvo de representação. Ele assumiu o governo por meio de eleição indireta feita em setembro, para substituir o governador cassado Marcelo Miranda (PMDB).

Fonte: Assessoria de Comunicação da SE-MCCE com dados do portal IG.

CCJ do Senado analisará proposta que exige "ficha limpa" de candidatos a cargos políticos

Bandeira do senador Pedro Simon (PMDB-RS), tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que inclui a idoneidade moral e a reputação ilibada como pré-requisitos para qualquer candidato a cargo eletivo, como o de deputado e o de presidente da República. A PEC 2/08 é um dos textos apresentados pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) com objetivo de incluir na legislação a exigência da chamada ficha limpa.

- A legislação eleitoral deve ser endurecida para adequar-se às condições e perspectivas atuais e alcançar o real objetivo das normas constitucionais relativas à moralidade da administração pública - afirma Simon ao justificar o texto da PEC.

Ele argumenta ser possível,de acordo com ampla jurisprudência, aferir com critérios objetivos se alguém tem ou não idoneidade moral e reputação ilibada. E rebate o entendimento de que a inclusão de tais institutos na legislação eleitoral possa tornar subjetivos os critérios para deferir registros de candidatos. Ele exemplifica: "É elemento caracterizador de maus antecedentes o fato de o réu responder a diversos inquéritos policiais e ações penais sem trânsito em julgado, justificando-se, assim, a exacerbação da pena base".

Pré-requisitos

Atualmente, com base no artigo 14 da Constituição federal, os pré-requisitos para se candidatar a cargo eletivo são: ser de nacionalidade brasileira, ter pleno exercício dos direitos políticos, ter feito alistamento eleitoral, possuir domicílio eleitoral na circunscrição, ter filiação partidária e a idade mínima para determinados cargos.

Simon explica que a Constituição, no artigo 37, impõe o dever de observância ao princípio da moralidade na administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes dos três níveis do governo. Lembra ainda que outra norma - a Lei Complementar 64/90 - limitou-se a declarar inelegíveis os condenados definitivamente por determinados crimes, mas nada previu sobre a inelegibilidade dos candidatos que não comprovem idoneidade moral ou reputação ilibada.

"As disposições na referida lei viabilizaram, assim, a candidatura daqueles que lançam mão de números recursos, legais ou não, para postergar indefinidamente o trânsito em julgado de eventuais condenações criminais. E propiciou o aumento da corrupção e da irresponsabilidade dos Poderes Legislativo e Executivo", afirmou o parlamentar pelo Rio Grande do Sul, na justificação à PEC.

Democracia sólida

Para Simon, com a nova exigência, dá-se ao cidadão a oportunidade de escolher seu candidato entre aqueles com conduta moral compatível com as responsabilidades do cargo eletivo disputado. "Cabe lembrar que significativa parcela da população, além de carente de direitos constitucionais fundamentais, não dispõe de meios de acesso às informações relativas à vida pregressa dos candidatos a cargos eletivos", concluiu o parlamentar.

Em seu parecer favorável à matéria, o relator na CCJ, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), reitera que a importância e a atualidade da proposta apontam no sentido do fortalecimento do princípio da moralidade administrativa no país. "A construção e o desenvolvimento de um regime democrático sólido e estável no Brasil estão a requerer das forças políticas providências práticas nesse sentido", justifica Jereissati.

Outro projeto de Simon com esse objetivo - afastar da política pessoas que tenham apresentado desvios éticos em sua vida pública - é o PLS 687/07, que também aguarda deliberação da CCJ. Simon também chegou a apresentar uma emenda com o mesmo conteúdo - que foi aprovada pelo Senado, mas rejeitada pela Câmara dos Deputados - ao projeto da reforma eleitoral, que tramitou no ano passado e já virou lei (12.034/09).

Fonte: Valéria Castanho / Agência Senado