Por sugestão dos assessores diretos de Lula é para que ele evite o tom de interferência na política interna iraniana, sem se esquivar de mencioná-los. O objetivo é que o presidente mantenha o discurso em defesa dos direitos humanos, das divergências entre ideias políticas e orientações religiosas.
Diplomatas experientes afirmam que Lula saberá conduzir o diálogo com seu habitual humor, lembrando que o Brasil aprende a respeitar os valores da história nascida na Antiguidade do povo persa que originou o Irã.
No mesmo tom, Lula deve afirmar que em compensação, os iranianos terão oportunidade de ver entre os brasileiros o convívio harmônio e pacífico entre diferentes povos, religiões e partidos políticos, além da liberdade sexual.
Nos dias que antecederam a visita de Ahmadinejad, assessores de Lula reiteram que o presidente deverá responder com sutileza as afirmações do iraniano renegando o holocausto, atacando o Estado de Israel e condenando as pessoas por sua orientação sexual. Em resposta, Lula deverá responder que é necessário manter o respeito às opções feitas pelo outro.
Autoridades iranianas afirmam que Ahmadinejad pretende reiterar seu discurso em defesa da paz do Oriente Médio e do incremento nas relações econômicas e culturais entre os dois países. As questões polêmicas serão evitadas, segundo assessores do iraniano, exceto as críticas às grandes potências e suas consequências.
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